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Paulo Evaristo Arns, D.

P, P - São Paulo - SP24 de novembro de 2019personalcomp
Sacerdote católico, foi cardeal arcebispo de São Paulo de 22 de outubro de 1970 a 9 de abril de 1998, onde foi bispo auxiliar de 1966 a 1970. Frei da Ordem dos Frades Menores (franciscano), recebeu a ordenação presbiteral em 30 de novembro de 1945, em Petrópolis, RJ, pelas mãos de D. José Pereira Alves, bispo de Niterói-RJ; em 2 de maio de 1966 foi nomeado bispo da Sé Titular de Respecta e auxiliar de São Paulo. (Respecta, segundo a Wikipedia, foi uma diocese católica da extinta província romana da Numídia — região do norte da África, na fronteira da atuais Argélia e Tunísia — da qual se mantém apenas o nome e cujo título é concedido a um bispo auxiliar ou coadjutor). Sua ordenação episcopal aconteceu em 3 de julho de 1966, na matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Forquilhinha, pelas mãos de D. Agnelo Rossi. Foi elevado à condição de arcebispo em 22 de outubro de 1970, pelo papa Paulo VI e, como cardeal, participou dos conclaves de agosto e outubro de 1978, que elegeram os papas João Paulo I e João Paulo II.  Em 9 de julho de 2012, foi declarado protopresbítero do Colégio dos Cardeais (por ser o mais antigo dos cardeais em nomeação e idade).
Nos anos de 1970, notabilizou-se na luta pelo fim das torturas e prisões levadas a efeito pelo regime militar, começando pela criação da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, juntamente com o professor Dalmo de Abreu Dallari, em 1972. Três anos depois, em 1975, liderou o ato ecumênico, ao lado do rabino Henry Sobel e do pastor presbiteriano Jaime Wright, que colocou oito mil pessoas na praça da Sé, em São Paulo, em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, assassinado pela repressão do governo militar, dentro do II Exército; este evento tornou-se o primeiro ato público de protesto contra o governo militar. Entre 1979 e 1985, coordenou com o pastor Jaime Wright e o rabino Henri Sobel, de forma clandestina, o projeto Brasil Nunca Mais, que deu origem ao livro que denuncia a tortura no Brasil no período da ditadura militar, publicado pela Editora Vozes. Ele também foi um dos organizadores do Movimento Tortura Nunca Mais. Como bispo e arcebispo, sua atuação pastoral vinculada aos habitantes da periferia paulistana, aos trabalhadores e à formação de Comunidades Eclesiais de Base em defesa e promoção dos direitos da pessoa humana. Por isso, ele ficou conhecido como o Cardeal dos Direitos Humanos. Lecionou no Teologado Franciscano e na Universidade Católica de Petrópolis e nas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras de Agudos e Bauru, interior de São Paulo. Autor de 57 livros.
Ingressou no Seminário Seráfico São Luís de Tolosa, em Rio Negro-PR; em 1940, ingressou no noviciado, no Seminário São Francisco de Assis, em Rodeio-SC; fez Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ, onde permaneceu por cerca de dez anos, ingressando em seguida no curso de Letras da Universidade Sorbonne, na França, onde obteve doutorado em 1952. Recebeu o título de doutor honoris causa concedido pela Universidade de Notre Dame, de Indiana, Estados Uinidos, em 1977, e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, em 1998.
 Local de nascimento: Forquilhinha-SC

Data de nascimento:  14/09/1921

Local de falecimento: São Paulo-SP

Data de falecimento: 14/12/2016

Fontes:https://rionegro.pr.gov.br/https://franciscanos.org.br/;https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9_Titular_de_Respecta;http://memoriasdaditadura.org.br/biografias-da-resistencia/dom-paulo-evaristo-arns/

Fotos:http://www.meb.org.br/2016/07/20; https://www.brasildefato.com.br/2016/12/16/papa-lamenta-morte-de-dom-paulo-evaristo-arns-e-diz-que-ele-entregou-vida-ao-povo/Agência Efe

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