
O arquimandrita Issaia Abbud (Isaías Abboud) esteve em Rio Preto, em 1936, para o lançamento da pedra fundamental da Catedral de São Jorge
Ao contrário de outras regiões do Brasil, a maioria dos imigrantes sírios e libaneses que se fixou em São José do Rio Preto era católica. No início dos anos de 1930, os membros da comunidade árabe começaram a trabalhar a ideia de construção de uma igreja católica ortodoxa na cidade. Para isso, eles compraram uma terreno no centro da cidade, na rua Marechal Deodoro, entre as ruas General Glicério e a Rua do Comércio (conhecida popularmente como “Rua Jerusalém”, por causa da grande quantidade de comerciantes árabes nela instados) que, dois anos depois, passou a se chamar rua Coronel Spínola de Castro.
Cerca de quatro anos após a aquisição do terreno, decidiu-se realizar uma reunião no dia 8 de fevereiro de 1934, na sede da Sociedade Jovens Syrios, e dar início à obras da igreja. Foi formada uma comissão de construção integrada por Abrahão Jorge, Antônio Dieb Nassar, Calil Buchalla, Elias Choeiri, Elias Mussi, José Karan Sabbag, José Demétrio, Mançor Daud, Miguel Buchidid, Miguel Sabbag, Moysés Miguel Haddad e Nagib Gabriel.
Menos de dois anos depois, em 15 de novembro de 1936, o Conselho da Igreja Ortodoxa, presidido por Moysés Miguel Haddad, promoveu o lançamento da pedra fundamental, com a presença do arquimandrita Issaia Abbud e do empresário paulista João Saad. Foram quse 11 anos de trabalho até a inauguração da Catedral de São Jorge, que ocorreu no dia 5 de julho de 1947, com a presença do governador Adhemar de Barros e dos arcebispos D. Nifon Seba, de Zahlê, do Líbano, e D. Ignatius Heraik, de Hama, da Síria, que celebraram a cerimônia de Sagração da Igreja. Os líderes religiosos foram homenageados pela colônia sírio-libanesa com um banquete na residência de Mansur Chacra e coube a D. Nifon e a Tufik Rahd usarem a palavra durante o jantar.
Os padres que comandaram a Igreja Ortodoxa Antioquina de São Jorge foram Georges Assaz (este, nomeado em 4 de agosto de 1935), Habib Bechara, Samuel Matta e João Eid e, desde 1981 ela é dirigida por Nicolas Ferzoli.
Fonte: www.quemfazhistoria.com.br; https://www.panaghyatsambika.com.br/?p=791