João Odorico da Cunha Glória, advogado, foi vereador rio-pretense no triênio de 1911 a 1913 e teve o mandato cassado 1 de novembro de 1911, ele recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado e ganhou, em 15 de abril de 1912, o direito de permanecer no cargo de vereador; foi promotor de Justiça interino, nomeado em 1 de dezembro de 1905, e redator do jornal O Rio Preto, fundado em 15 de maio de 1907 por José Teixeira Portugal Freixo. Foi o advogado da Igreja Católica no processo da Câmara Municipal para extinção do laudêmio dos terrenos do centro da cidade e da Boa Vista, entre 1907 e 1910. Cunha Glória foi acusado tentar grilar a Fazenda São José da Ponte Pensa e ficou conhecido em São Paulo como “Grilo de Ibirapuera”, numa tentativa de grilar a área onde hoje está o Parque do Ibirapuera. A tentativa de grilagem, Cunha Glória e do farmacêutico Mário Furquim deu início a um grande processo em 1912, pelo Juízo Federal de São Paulo. O juiz Rafael F. Ferraz Sampaio, da comarca de Araçatuba, no início de seu arrazoado, em 7 de novembro de 1943, afirma que a Fazenda São José da Ponte Pensa foi espoliada “pela malandrice, pela fraude pela violência desses dois famosos ‘grileiros’, que deixaram seus nomes tristemente vinculados a algumas dezenas das fazendas perpetuamente perturbadas por demandas”. Os dois também foram acusados de esbulhar e roubar o engenheiro italiano Ugolino Ugolini, o que o levou a morrer pobre, em 1914.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP, no Largo São Francisco, em 1893.
Local de nascimento: São Paulo-SP
Data de nascimento: ??/??1872
Local de falecimento: São João do Rio Preto-SP
Data de falecimento: ??/??/??
Fontes:http://quemfazhistoria.com.br;