Fazendeiro e pioneiro, é considerado um dos fundadores de São José do Rio Preto. Segundo consta, teria feito a doação de um patrimônio a São José onde hoje está a área central da cidade, a Redentora, a Vila Imperial, do rio Preto até as cabeceiras dos córregos Canela e Borá. Ele liderou a comitiva mineira que saiu de Nossa Senhora dos Tocos, atual Paraguaçu – MG, por volta de 1842. Era casado com Luzia Joaquim Fernandez e seria o pai de Luiz Antonio da Silveira e primo de Vicente Ferreira Neto. Documentos de 25 de janeiro de 1855, registrados em cartório em Araraquara – SP, atestam que o casal vendeu parte de suas terras na Fazenda São João das Conquistas, banhada pelo córrego Canela, para Joaquim Gonçalves de Souza e Luiz Antônio da Silveira. O advogado Oiticica Lins, no livro Álbum de Rio Preto, publicado em 1918, afirma categoricamente que Antonio de Carvalho e Silva é o verdadeiro doador do patrimônio de São José e não o seu irmão Luiz Antonio da Silveira, afirmando, na página 5 que “ao heróico e obscuro fundador de Rio Preto, que para essas regiões trouxera, com quantos sacrifícios houvera, os pródromos da civilização, se tem negado a glória tão duramente conquistada, opondo-se à verdade histórica, fundada na melhor tradição, o merecimento duvidoso de um documento, por todos os motivos acoimados de falsidades”. Lins se refere a um documento apresentado na ação judicial em que a Câmara Municipal reconheceu em favor da Igreja Católica que Luiz Antonio da Silveira fez a doação do patrimônio de São José. Oiticica Lins assegura que Silveira doou o patrimônio de Nossa Senhora do Carmo (na Boa Vista) e não o de São José (área central). Ele é um dos prortgonistas da A Lenda do Pássaro Azul.