Henry Isaac Sobel, rabino, presidiu o Rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP) de 1970 a 2007, cuidando da espiritualidade de mais de 65 mil judeus radicados em São Paulo, onde existem 45 sinagogas. Ele entrou para a historia do Brasil ao negar-se, em 1975, considerar como suicídio a morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado no DOI-CODI, nas dependências do II Exército, e participar do ato ecumênico pela memória de Herzog, ao lado do cardeal D. Paulo Evaristo Arns e do pastor presbiteriano Jaime Wright, em 31 de outubro de 1975, na Catedral da Sé, em São Paulo, que se tornou a primeira grande manifestação pública contra o regime militar. Entre 1979 e 1985, teve importância fundamental na preparação, investigação e lançamento do livro “Brasil Nunca Mais”, também ao lado de Arns e Wright, publicado pela Editora Vozes, denunciando e narrando as práticas de tortura, assassinatos e desaparecimento de pessoas pelo governo militar. Recebeu em 25 de outubro de 2010, a Ordem do Ipiranga, no grau Grande Oficial, outorgada pelo Governo do Estado de São Paulo; e, em 15 de maio de 2014, recebeu o grau de Grã-Cruz — é honraria mais elevada do estado de São Paulo, concedida aos cidadãos brasileiros e estrangeiros que prestaram serviços notórios aos paulistas. Lançou, em março de 2008, sua autobiografia com o título Um Homem, Um Rabino.
Local de nascimento: Lisboa-Portugal
Data de nascimento: 09/01/1944
Local de falecimento: Miami-Estados Unidos
Data de falecimento: 22/11/2019
Fontes:https://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u73415.shtml;https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50511776;https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/22/politica/1574438056_452592.html
Fotos:https://arepublica.com.br/;www.bbc.com/portuguese/brasil