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Obra Social São Judas Tadeu

O - São José do Rio Preto-SP, São José do Rio Preto-SP12 de abril de 2022Lele

O padre Ângelo Dell’oro em sua última visita a São José do Rio Preto

A história da Obra Social São Judas Tadeu começa no final dos anos de 1950, moradores da região conhecida popularmente como Morro Pelado, decidiram construir uma capela e escolheram São Judas Tadeu para veneração. Aos poucos, a região , que era afastada do centro, após o córrego Aterradinho (não existia ainda, nas suas margens, a avenida Murchid Homsi) foi se adensando, surgindo os bairros Parque Celeste e a Vila Elvira; o Roseiral ainda estava no desenho e tinha apenas três casas. A capela, de construção acanhada e pequena, ficou pronta em 1958 e recebia assistência espiritual da Paróquia Imaculado Coração de Jesus, do bairro Santa Cruz.
Logo no início dos anos de 1960, chegaram à Diocese os primeiros missionários combonianos. Eram o padre Ângelo Dell’Oro e o missionário irmão Henrique Massignani. O bispo D. Lafayette Libânio os instalou na Capela São Judas Tadeu. Nesta época estava surgindo também, alguns quilômetros mais a frente, após o córrego dos Macacos, a Vila Toninho. Era um loteamento popular lançado pelo empresário de origem portuguesa, Antonio Lopes dos Santos, mais conhecido como “Seo” Toninho. Com prestações “a perder de vista”, os trabalhadores assalariados de renda mais baixa se instalaram e deram nome ao loteamento de “Vila do Seo Toninho” que acabou se transformando simplesmente em “Vila Toninho”. Entre meados das décadas de 1960 e 1970 a Vila Toninho ostentava os maiores índices de pobreza e criminalidade do município.
A região do Morro Pelado não tinha esse índice de violência, mas as famílias eram de baixa renda e havia muitas crianças nas ruas “batendo pernas”. Padre Ângelo viu naquelas crianças uma oportunidade para aplicar em São José do Rio Preto a missão de São Daniel Comboni, o fundador da Ordem dos Missionários Comboniano, centrada em quatro pilares: os povos, os pobres, o exterior (periferia) e por toda a vida.
Padre Ângelo viu uma oportunidade de entrega e não perdeu tempo. Começou a reunir as crianças à sombra dos eucaliptos, ministrando um curso de pintura em gesso para 11 meninos. O grupo de alunos começou a crescer e permitiu que surgisse o Instituto Social São Judas Tadeu, oficialmente fundado no dia 29 de outubro de 1962 — depois passou a se chamar Serviço Social São Judas. Daquele pequeno curso de pintura em gesso, que existe até hoje — os alunos pintam, entre outros objetos, imagens de santos — outros cursos foram sendo implantados como marcenaria, serralheria, desenho, pintura, artesanato, serviços gráficos, encadernação e costura de livros e outros. Até 2018, estimava-se que pelo menos 20 mil crianças haviam sido beneficiadas pelo Serviço Social São Judas Tadeu. Foram diretores do São Judas: os padres Ângelo Dell’Oro, Antônio Zagotto, irmão Mário Fortuna, Aldo Lampetti, Severino Peano, Pietro Bracelli, Hugo Lanfranchi, Giuseppe (Zezinho) Cavalieri, Marillo Spagnolo, Bonomi Lodovico e Luiz Caputo.


Fonte: www.quemfazhistoria.com.br; 

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