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Igreja Católica

I - São José do Rio Preto-SP, São José do Rio Preto-SP11 de abril de 2022Lele

A presença da Igreja Católica na região onde surgiria a cidade de São José do Rio Preto teve início por volta de 1820, com a chegada dos pioneiros, pequenos fazendeiros que migraram do Sul de Minas Gerais para interior do São Paulo. Foram cerca de 160 famílias que se espalharam pela região, ocupando vastos quinhões de terra entre os rios Turvo, São Domingos, Preto, São José dos Dourados e Tietê, derrubando a mata e formando fazendas.
No ponto onde surgiria a cidade de São José do Rio Preto, em uma área de 678 alqueires, entre as nascentes dos córregos Canela e Borá e a foz de cada um no rio Preto, instalou-se a família de João Bernardino de Seixas Ribeiro, que em 1951 construiu uma casa grande de pau-a-pique, coberta de capim-sapé. Neste mesmo espaço, a pouco mais de duzentos metros a oeste, havia um grupo remanescente de índios Guarani.
Muitos pioneiros, como o próprio João Bernardino, eram donos de escravos. Dessa forma, a formação de São José do Rio Preto contou com a presença de brancos, negros e índios. Os índios Guarani, que habitavam a atual praça Rui Barbosa, tinham o hábito de carregar imagens de santos. Era uma forma protetiva contra o agressividade do homem branco. E foi em uma choça abandonada por eles que dona Mariana, mulher de João Bernardino, e uma de suas escravas, chamada Maria Madalena, encontraram uma imagem de São José do Botas, esculpida em madeira, com um pedaço queimado e sob uma caixa de marimbondos. São José de Botas era o padroeiro dos bandeirantes.
Com o catolicismo arraigado e a falta de um padre ou autoridade religiosa, os pioneiros reuniram-se em 19 de março de 1852, uma sexta-feira, na casa de João Bernardino para rezar um terço a São José. Sua casa estava construída sobre o terreno que o pioneiro Antonio Carvalho e Silva havia doado para a formação do patrimônio de São José. Naquele dia, eles decidiram construir uma capela dedicada a São José.
Também outros dois santos haviam sido agraciados com doações de terrenos. Do lado direito do córrego Canela (atuais bairros Bem Jesus e Santa Cruz), Vicente Ferreira Neto teria doado uma área a São Vicente Ferrer; mas, a igreja jamais tomou posse, porque a documentação de doação desapareceu antes de 1879. E do lado esquerdo do Borá, Luiz Antonio da Silveira doou uma área de 190 alqueires para Nossa Senhora do Carmo (atual bairro da Boa Vista).
O jornalista Leonardo Gomes registra no livro Gente que Ajudou a Fazer uma Grande Cidade que a primeira Capela foi construída por encomenda de Antônio Carvalho da Silva e Luiz Antônio da Silveira, em 1857. A data não bate com a da fundação. Outros escritos, dão como certa a data de 1855. A execução da obra teria ficado a cargo de Manoel Pompeo e José Pedro do Nascimento, que a fizeram as paredes de pau-a-pique e cobertura de sapé.
A Capela teria sido abençoada em uma missa celebrada pelo padre Justino Teixeira da Rocha, da Matriz de Jaboticabal, em 1857, conforme escrito assinado por João Ferrari Seccondo. Somente 33 anos depois, em 1890, teria sido construído um templo maior, substituindo a Capela. Para todos os efeitos, padre Justino Teixeira da Rocha (os documentos antigos grafam Roxa) foi o primeiro a celebrar missa no sertão de São José do Rio Preto.
De acordo com o padre Carlos Alberto Arantes Bracci, autor do livro História de Um Povo Fiel, na página 32, a Capela de São José foi instituída canonicamente pela Cúria Metropolitana de São Paulo em 18 de junho de 1857, cinco anos após a fundação da cidade. Todavia, o livro Diocese de Rio Preto, publicado em 1943, informa que a primeira Capela teria sido erigida por volta de 1845, pelo padre Jesuíno Ferreira da Rosa. Sobre suas ruínas, teria sido erguido a nova Capela que ficara de pé até por volta de 1890. Na virada do século 19 para o 20, por volta de 1903, uma nova terceira capela, maior e mais ampla, fora construída, com projeto de Miguel Japolucci e as obras foram conduzidas por Sperandio Verdi.
Com a criação da Paróquia, em 21 de março de 1879, o padre José Bento da Costa chega em Rio Preto e permanece como pároco até 1896.
Em 28 de setembro de 1909, os católicos receberam a primeira visita importante: o bispo de São Carlos, D. José Marcondes Homem de Mello. Sua visita foi crucial a criação do Bispado de Rio Preto, anos mais tarde. Cinco anos depois, em 3 de setembro de 1914, D. José Marcondes voltou a Rio Preto. No dia 31 de outubro de 1923, outro bispo visitava Rio Preto: D. José Maurício da Rocha, bispo de Corumbá (MT, hoje MS); dois anos mais tarde, em 9 de julho de 1925, o bispo de Sebaste da Frígia, D. Joaquim Mamede, fez uma visita à Igreja de Rio Preto.
E finalmente, em 25 de janeiro de 1929, o papa Pio XI (Achille Ratti) assinou a Bula criando o Bispado de Rio Preto. Assinaram-na, os cardeais Andreas Fruhivirth e Carlos Perosi, mais José Wilpert, Domingos Spolderini, Domingos Francisco e Alfredo Marini. Em 8 de agosto de 1930, a Igreja elege bispo D. Lafayette Libânio, nomeando-o bispo de São José do Rio Preto. Ele toma posse em uma noite festiva, 22 de janeiro de 1931, e fica no cargo até 4 de outubro de 1966, quando renuncia por causa da idade. O bispo auxiliar D. José Joaquim Gonçalves administra o Bispado entre 1966 e 1968, até a chegada do segundo bispo, D. José de Aquino Pereira, que fica de 1968 a 1997; o terceiro bispo, D. Orani João Tempesta, permanece à frente do bispado de maio de 1997 a outubro de 2004; o quatro bispo, D. Paulo Mendes Peixoto, assumiu em março de 2006 e ficou até setembro de 2012. D. Tomé Ferreira da Silva toma posse como quinto bispo em novembro de 2012 e fica até agosto de 2021. O sexto bispo, D. Antônio Emídio Vilar, tomou posse dia 19 de março de 2022.


Fonte: www.quemfazhistoria.com.br; http://www.ial.sp.gov.br; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do

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