Segundo o jornal A Notícia, edição nº 1.263, de 27 de janeiro de 1930, primeiro conservatório em São José do Rio Preto, foi fundado naquele mês “sob os auspícios da Directoria da Escola de Commercio D. Pedro II, dirigida por Enoch de Moraes e Castro, com o nome de Conservatório Dramático e Musical de Rio Preto. Dias depois, em 8 de fevereiro, o jornal informava que José de Castro, contador e partidor da comarca, havia retornado de São Paulo, em viagem que fizeram para registrar o conservatório como afiliado ao Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, anunciando a abertura de matrículas parta alunos com mais de “oito annos de idade” com garantia de “diplomas officiaes”. As matriculas foram marcadas para março e abril com Marina Lerro, no Ginásio Municipal e na Escola D. Pedro II. Dois dias depois, em 10 de fevereiro, José de Castro publica carta na primeira página de A Notícia, informando que havia sido aprovado o nome de Enny Gomyde (Enyd), formanda do conservatório paulistano, para dirigir o conservatório rio-pretense. No dia 27 de fevereiro, o diretor do conservatório de São Paulo, Gomes Cardim, oficializa a afiliação.
No dia 21 de abril de 1930, foi realizado o primeiro espetáculo do conservatório, um festival de artes, no Cine Capitólio, com palestras de Sarandy Raposo e Olimpio Rodrigues, cantos de Marina Lerro, declamações de poemas por Enoch de Moraes e Castro, Jacintho Angerami, Reis Araújo, Eponina Jalles, José de Freitas Mugnaini, Ben-Hur Raposo, Serpa Duarte e Odette Dias Thomaz; peças musicais com Enyd Gomyde (piano), Reynaldo Giglio (violino), Wolfrang Weinger (piano), Ângelo Baretta (violino) e Arthuro Ranzini (violoncelo); cena cômica, por José de Lima Barreto; o poema A Ceia dos Artistas,de José Mugnaini, interpretado por Reis Araújo, Ben-Hur Raposo e Enoch de Castro; interpretação de As Máscaras, de Menotti Del Picchia por José Mugnaini, Serpa Duarte e sua mulher, e a “apotheose” com o hino nacional pelo coro e versos de Edina Lerro.
Em 4 de fevereiro de 1931, o conservatório recebeu a pianista Ladyr Bovolenta para uma apresentação de gala, juntamente com Enyd Gomide. No mês seguinte, em 5 de março, ofereceu ao compositor Heitor Villa-Lobos, que visitava Rio Preto, o título de diretor honorário, em uma homenagem realizada às 20 horas no salão do conservatório, reunindo “grande número de pessoas gradas e famílias da elite rio-pretense”, segundo registro do jornal A Notícia, edição nº 1.555, de 6 de março. Acompanhavam o maestro, sua esposa, Lucília, o maestro Souza Lima e a cantora Anita Gonçalves. Em 1935, Etelvina Ramos Viana assume a direção do conservatório, até 1956. Com a morte de Etelvina, em 1965, o conservatório passou a denominar-se Etelvina Ramos Viana.
Fonte: www.quemfazhistoria.com.br; A Notícia, edições de 27/1/1930, 8/2/1930; 5/2/1931; 4/3/1931; 5/3/1931; 6/3/1931;