Segundo o jornalista Leonardo Gomes, em meados de 1919, a madre Lucia Maria Doyle, do Colégio Santo André de Jaboticabal, recebeu do arcebispo de São Carlos, D. José Marcondes, um convite para conhecer Rio Preto e estudar a instalação de uma escola na cidade. Ele estava atendendo a pedido das famílias católicas rio-pretenses que queriam um escola de bom nível. A madre visitou a cidade e foi recebida pelo prefeito Victor Brito Bastos. Depois, ela foi à Câmara Municipal, onde tinha um forte aliado, o vereador Neca Medeiros. Na Câmara, ela conseguiu do presidente Presciliano Pinto o custeio da viagem de cinco religiosas da Bélgica para Rio Preto e uma ajuda de custo para o pagamento de três anos de aluguel. O acordo com os vereadores vingou e, já em janeiro de 1920, eram matriculadas as primeiras 33 alunas do Colégio Santo André; as aulas foram iniciadas no dia 12 de março de 1920, com 72 alunas.
No dia 19 de junho de 1926, às 16h30, foi realizada a solenidade de lançamento da pedra fundamental para dar início às obras da escola, que foi abençoada pelo cônego Paiva, enviado do arcebispo D. José Marcondes. Em Rio Preto, estavam as madres Lucy, Julie, Dominique, Estephany, Paulina e Zoé. Além da superiora do Colégio Santo André, madre Clemente, estiveram presentes, entre outros convidados, Aureliano Mendonça, o promotor Álvaro de Barros, o prefeito Alceu de Assis, o presidente da Câmara, Cândido Gonçalves da Rocha, o escritor e comissário de polícia Antonio Tavares de Almeida, o advogado Jacintho Angerami, o cartorário José Spínola de Castro, o comerciante Nagib Gabriel e os jornalistas Álvaro Marcílio de O Município, Costa Alemão do São Paulo Jornal, Júlio Corrêa de A Notícia e Alfredo Leite de Aguiar de O Estado de São Paulo.
Para obter fundos para a construção das escolas, as freiras e os católicos promoveram festas, quermesses e eventos. Os esforços foram compensados e em 1929 foi inaugurado o novo prédio do Colégio Santo André, no final da rua Rubião Júnior, 3609. No ano seguinte, o colégio estava funcionando em regime de internato. Em 27 de janeiro de 1932, a Diretoria Geral do Ensino, expediu o Ofício nº 00296, dando autorização prévia para o funcionamento da Escola Normal no Santo André, sob a direção da madre Maria Plácida Lacorte e do inspetor fiscal Octacílio de Oliveira Ramos e, no dia 22 de abril, o colégio recebia a visita do diretor geral de ensino, Sud Menucci (o cargo era equivalente ao do atual secretário de Estado da Educação). A Escola Normal formava professoras para o Magistério. Foram diretoras do colégio: Madre Anastácia de 1920 a 1921, Julia Casier de 1922 a 1931, Joana Maria Nieuwland em 1932, Paulina Bittencourt de 1936 a 1937, Maria Plácida Lacorte de 1937 a 1944, Nair Moreira de 1944 a 1947 e de 1958 a 1959, Gláucia Maria de Saboya Catunda de 1948 a 1951, Chafica Barcha de 1952 a 1955, Aparecida Moreira de 1956 a 1957, de 1960 a 1961 e de 1985 a 1993, Simone Imada Dias de 1982 a 1984, Izabel Maria de Assumpção, 1994 a 2007 e Cynthia Julia dos Anjos Vilardi a partir de janeiro de 2008.
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