O América Futebol Clube foi fundado em 28 de janeiro de 1946, em uma reunião realizada no salão de festas do Hotel São Paulo, da qual participaram 53 esportistas convidados por Antônio Tavares Pereira Lima e Victor Emanuele Buongermino. O primeiro Conselho Deliberativo foi integrado por Abelardo Menezes, Anatol Konarski, Antônio Pedro de Pádua, Carlos Rodrigues Nogueira, Francisco Leôncio Ferraz, Heitor Jacinto Guimarães, João Reverendo Vidal, João Sestini, John C. Walker, José Barbosa Cruz, José Jorge Júnior, Júlio Caio Moreira, Kitch Taves, Lauro César Pereira Ribeiro, Luiz Octávio Pires, Manoel Reverendo Vidal Filho, Marcelino Cavalieri Júnior, Salim Rachid Aun, Victor Emanuele Buongermino e Wilson José Minervino. Os membros do Conselho elegeram Victor Buongermino presidente e João Reverendo Vidal vice-presidente. Para o Conselho Fiscal foram nomeados Antônio de Paiva e Castro, Antônio Sanches e Raul Moysés Haddad. A primeira diretoria foi composta por Antônio Tavares Pereira Lima, presidente; Mário Alves Mendonça, vice-presidente; Hélio Ferreira de Almeida, secretário; Alberto Alayon de Carvalho, tesoureiro; Agapito Trindade, diretor de futebol e Oswaldo Reverendo Vidal, diretor desportivo.
Em 1957, treinado por João Avelino, o América foi campeão da Paulista da 2ª Divisão, conquistando o direito de disputar o campeonato principal do Estado. Sem estádio para receber os grandes times, o América iniciou uma grande campanha para, em duas semanas, construir o estádio Mário Alves Mendonça, na Vila Santa Cruz. Em 3 de janeiro de 1958, a Câmara Municipal aprovou lei autorizando o prefeito Alberto Andaló a conceder ao América uma verba de CR$ 1.000.000,00 para concluir as obras do estádio. No início dos anos de 1980, o presidente Benedito Teixeira deu início às obras do novo estádio, no Jardim Primavera, que leva o seu nome. O Teixeirão foi inaugurado em fevereiro de 1996 e, um mês depois, recebeu a Seleção Brasileira, que enfrentou a seleção de Gana e venceu por 8 a 2; em 19 de dezembro de 2004, o Santos FC sagrou-se campeão brasileiro no Teixeirão lotado, com 36 mil torcedores, vencendo o Vasco da Gama por 2 a 1.
Em 1961, o time disputa o inesquecível “triângulo da morte” com o Juventus, de São Paulo, e o Corinthians, de Presidente Prudente, e perdeu, caindo para a 2ª Divisão. Dois anos depois, em 1963, treinado por Rubens Minelli, o América foi campeão da 1ª Divisão, ganhando novamente o direito de disputar o campeonato principal, chamado então de Divisão Especial (Paulistão). O time permaneceu nesta divisão até 1992, quando foi rebaixado para a 2ª Divisão por causa de uma reorganização provocada pela Federação Paulista de Futebol. Em 1981, o América disputou a Taça de Prata (2ª Divisão), ganhando o direito de disputar a Taça de Ouro (1ª Divisão) no ano seguinte. Em 1993, conquistou o direito de voltar à divisão de elite do futebol paulista, onde permaneceu até 1997, caindo novamente para a divisão inferior. Em 1999, o time americano foi campeão Paulista do A/2, vencendo o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 1, no dia 18 de julho, garantindo sua volta à 1ª Divisão no ano 2000.
Em 1979, Luís Fernando, atacante do América, foi o artilheiro do Campeonato Paulista, marcando 27 gols. O clube conquistou os títulos de campeão do Campeonato Paulista da 2ª Divisão (acesso) em 1957, Campeonato Paulista da 1ª Divisão (acesso) em 1963, Taça SBS (no Japão) em 1986, Torneio José Maria Marin (Interior) em 1986, Campeonato Paulista de Aspirantes em 1992, Campeonato Paulista A-2 em 1999 e Copa São Paulo de Futebol Júnior (vice-campeão) em 1988.
Presidiram o clube presidentes anteriores: Antônio Tavares Pereira Lima, de 1946 a 1948; Mário Alves Mendonça, de 1948 a 1949; Francisco Curti, de de 1949 a 1950 e de 1953 a 1954; Aniloel Nazareth, de 1950 a 1951; Euphly Jalles, de 1951 a 1953; Delcio Bellini, de 1954 a 1957; Tijo Vilanova, de 1957 a 1959 e de 1961 a 1962; Olavo Taufic, em 1960; Antenor Pereira Braga, o Tuta Braga, em 1961; Antônio Zaia Tarraf, de 1962 a 1964 e de 1966 a 1967; Adirso Alves Ferreira, de 1964 a 1965 e de 1986 a 1987; Edison Pupin, de 1965 a 1966 e 1967 a 1968; Aluísio Cherubini, de 1967 a 1968 e de 1969 a 1972; Benedito Teixeira, o Birigui, de 1972 a 1986 e de 1987 a 1996; Abdo Gorayb, em 1987; Pedro Batista, de 1996 a 2002; Edmar da Rocha Filho, de 2002 a 2003; Joacy Lopes, de 2003 a 2005; Alcides Zanirato, de 2005 a 2011; Luiz Carlos de Marco, de 2012 a 2014; José Carlos Pereira Neto, o Zé Branco, de 2014 a 2016 e em 2018; Luiz Donizete Prieto, o Italiano, de 2016 a 2018 e de 2018 a 2019; Elyseu Sícoli, a partir de 2019.
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