Construído pelo América FC em 1958, no período de duas semanas, depois da realização de uma grande campanha levada a efeito pela diretoria. Conhecido pela imprensa esportiva nacional como “estádio da vila Santa Cruz”, o América fez história no seu gramado, recebendo grandes craques como Pelé e Rivelino. Na noite de 6 de janeiro de 1958, na sede da Associação Bancária de Esportes – ABE, a direção do América FC, presidida por Tijo Villanova, fez reunião para a construção do seu estádio, que era condição sine qua non para disputar a divisão principal do Campeonato Paulista. Nesta reunião, foi formada a Comissão de Construção que teve o prefeito Alberto Andaló como presidente de honra e Francisco Curti como presidente coadjuvado por Lázaro de Camargo Emhke e Antonio Peres, vice-presidentes; Samy Gorayb e Olavo Taufic, secretários; Ilydio Polachini e João Durvalino Sestini, tesoureiros; Oscar Donegá e Francisco de Paula Junior, contadores. Foram formadas comissões de propaganda, a social e uma do grande concurso. A agência do Banco Auxiliar do Estado de São Paulo, sob a gerência de João de Freitas, foi um dos primeiros doadores para as obras do estádio com Cr$ 10 mil. No dia 14 de março, a comissão de vistoria da Federação Paulista de Futebol – FPF vem conhecer as obras do estádio que foi inaugurado em de 1 de maio num confronto entre América FC e Ferroviária, de Araraquara, num jogo que terminou com vitória americana por 3 a 1, com arbitragem de José de Paula. O América formou seu time com Vilera, Xatara, Fogoza, Adésio, Julinho, Ambrósio, Cuca, Leal, Dozinho, Colada (Brotero) e Hélio (Mazzuti), A Ferroviária jogou com Fia, Porunga, Elcias, Dirceu, Cardareli, Lourenço, Araraquara, Nivaldo, Marinho (Baiano), Antoninho, Bazani e Alípio. Os gols foram marcados por Marinho, Adésio, Cuca e Brotero. Importante frisar que os dois times foram fundados pelo engenheiro Antonio Tavares Pereira Lima.
Este estádio teve a sua demolição iniciada em 8 de janeiro de 2001, para abrigar um supermercado. Por causa de dívidas do clube, o estádio foi comprado pela Prefeitura e vendido para a CPFL, que o levou a leilão, onde foi arrematado pela empresa Royal Brasil. O artista plástico José Villanova, filho de Tijo Villanova, tentou, sem sucesso, sensibilizar a diretoria do Atacadão Supermercados para construir um memorial para lembrar a existência do estádio e reverenciar os torcedores e jogadores que, durante mais de quarenta anos, frequentaram o Mário Alves Mendonça.
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