A Fraternidade do Fole foi uma associação formada por estadunidenses e britânicos residentes no Brasil durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945) para ajudar a Grã-Bretanha no reequipamento dos aviões da Real Força Aérea – RAF. O objetivo da irmandade era enviar para o comando da RAF, em Londres, 400 réis por avião da Luftwafee (aviação militar alemã) abatido e derrubado pelos pilotos ingleses. Com o ingresso do Brasil na guerra, o grupo, cujos membros se autodenominavam “felobelos”, passou a divulgar também os feitos da Força Aérea Brasileira – FAB. O distrito da fraternidade na região de Rio Preto foi organizado pelo professor inglês Jack Henry e o médico Leonan Selmann Nazareth. Entre seus membros estavam o jornalista Leonardo Gomes, o advogado e mais tarde ministro da Educação, Theothônio Monteiro de Barros Filho e o médico Israel Alves dos Santos. Em 15 de fevereiro de 1943, por exemplo, a Fraternidade entregou ao brigadeiro do ar, Gervásio Duncam, comandante da 4ª Zona Aérea, uma contribuição de 150 mil cruzeiros para a FAB. Os “felobelos” rio-pretenses chegaram a comemorar em 24 de outubro de 1944 a morte do marechal alemão Erwin Rommel que teria sido morto por ataque de aviões patrocinados pela Fraternidade, afirmando no jornal A Notícia que “O marechal Rommel foi morto pelos ‘foles’ do Brasil – É o que está bem averiguado e esclarecido”. Não era verdade, Rommel havia sido induzido ao suicídio dez dias antes, condenado por ter participado de um atentado a Adolf Hitler.
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