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Corpo de Bombeiros

C - São José do Rio Preto-SP, São José do Rio Preto-SP1 de julho de 2021Lele

Os primeiros caminhões do Corpo de Bombeiro de Rio Preto, adquiridos pelo prefeito Alberto Andaló

A presença do Corpo de Bombeiros em Rio Preto vem desde a instalação da 2ª Companhia da Força Pública em 1948, porém, sem equipamentos adequados. Somente em 27 de fevereiro de 1956, os bombeiros foram instalados de forma definitiva na cidade, num trabalho político iniciado pelo prefeito Alberto Andaló e o então tenente José Ribeiro de Godoy.
Vinte anos antes, em 14 de agosto de 1936, o jornal A Folha havia feito uma campanha pública em favor da instalação dos bombeiros na cidade. Cinco anos mais tarde, no dia 25 de setembro de 1941, João Camarero fez um veemente discurso na sede da ACIRP abordando uma série de incêndios que haviam ocorrido na cidade sem a assistência da polícia. Nesse dia, foi encaminhado ao prefeito Ernani Pires Domingues um ofício dos comerciantes, solicitando intervenção junto ao governo estadual para a vinda de uma corporação de bombeiros. Doze anos depois a situação era a mesma, o que levou José Beolchi, presidente da ACIRP, em 2 de julho de 1953, defender a união das chamadas “forças vivas” da cidade para equipar o Corpo de Bombeiros que funcionava de forma precária desde 1948. Quatros meses depois, em 25 de novembro, um novo incêndio fez o prefeito Philadelpho Gouveia Neto reunir as entidades de classe para debater a questão dos bombeiros e, ao iniciar o ano de 1954, lançou-se uma campanha para arrecadar dinheiro para a compra de um carro-bomba.
Finalmente, em 27 de fevereiro de 1956, chegava a primeira guarnição do Corpo de Bombeiros que foi oficialmente instalada, sob  comando do terceiro-sargento José Lopes de Carvalho, que tinha na sua equipe os cabos Severino Marinho e Pedro Gagine e soldados Gentil Barbosa, Vicente de Paula Garcia, Rubens de Paula, José dos Santos, José Francisco Melo, Jair Silvério e Elizeu Manoel da Silva. Junto com a instalação do destacamento chegou a viatura Auto-Bomba EEUU, comprada por autorização tenente-coronel Armínio de Melo Gaia Filho que, anos antes, em 1950, havia comandado a 2ª Companhia em Rio Preto.
Para a aquisição da viatura, o prefeito Alberto Andaló levou ao comando dos Bombeiros, em São Paulo, um cheque da Prefeitura para cobrir a metade do valor. A chegada da Auto-Bomba na cidade, dirigida pelo tenente José Ribeiro de Godoy, numa manhã de domingo, foi motivo de desfile pelas ruas principais e comício de palanque. Godoy, que durante anos comandou a polícia em Rio Preto, defendeu a compra da Auto-Bomba junto ao comandante Gaia Filho. Foi também o tenente Godoy quem escolheu, juntamente com o deputado federal Coutinho Cavalcanti, a área na avenida dos Estudantes onde hoje estão localizados o quartel dos Bombeiros e o Comando da Polícia Militar. “Nós sobrevoamos a área para escolher o local”, informou Godoy, quase 50 anos depois.
Em 1975, o destacamento foi elevado à categoria de Subgrupamento de Incêndio, subordinado ao 9º Grupamento de Incêndio de Ribeirão Preto. E a partir de 5 de julho de 1989, tornou-se 1º Grupamento de Incêndio com responsabilidade sobre uma área de 27.052km2 e 85 Municípios. Entres seus comandantes estão José Lopes de Carvalho (1956 a 1971), Silas Varela Sendin (1971 a 1978), Nilton Ferraz da Silva (1978 a 1988), Cláudio Manoel Romeiro Júnior (1989 a 1992), Nilton Ferraz da Silva (1992 a 1995), Laerte Veloso Pazzoto (10/1 a 29/5/1995), Heliodoro Alexandre Abolins (1995 a 1996).


Fonte:http://quemfazhistoria.com.br; foto do carro com escadamagyrus, extraída em 1/7/2021, as 18h16,  de https://www.diariodaregiao.com.br/secoes/blogs/rio-preto-em-foco/2020/05/1194804-a-instalacao-do-corpo-de-bombeiros-em-rio-preto.html

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