
Edição nº 509, de 3 de maio de 1924. Página 491 do Álbum Illustrado da Comarca de Rio Preto, de 1929.
O Diário de Rio Preto circula em 26 de março de 1922, fundado por Alfredo Freitas Pimentel e pelo gráfico Antônio Muffa. Este jornal foi vítima da maior violência já cometida contra a liberdade de imprensa na história de São José do Rio Preto. O Diário de Rio Preto era dirigido pelo advogado Luiz Américo de Freitas e desde a sua fundação atormentava autoridades da cidade, denunciando principalmente o Poder Judiciário, na época representado pelo juiz Lafayette Salles. Um dos alvos prediletos do jornal era o grupo político dominado por Victor Cândido de Souza e Presciliano Pinto. Esse grupo detinha o poder político na cidade. Era um grupo tão forte politicamente que o coronel Victor Cândido de Souza, apesar de ser um vereador com domicílio em Mirassol, então distrito de paz, foi eleito prefeito de Rio Preto. Na noite de 5 de agosto de 1924, aproveitando-se do estado de sítio imposto pela Revolução de julho, capangas protegidos por 50 (cinquenta) policiais da Força Pública (Polícia Militar), invadiram a redação e as oficinas do Diário de Rio Preto, empastelaram a tipografia, atearam fogo no prédio e espancaram os funcionários. Os policiais tinham vindo de São Paulo, de trem, com a única finalidade de praticar o crime encomendado pelos políticos e os “mais altos membros da magistratura rio-pretense”, conforme registrou cinco anos depois, o Álbum da Comarca. Alfredo Pimentel, um dos fundadores e primeiro presidente da ACIRP, mudou-se de Rio Preto após o empastelamento e incêndio criminosos do seu jornal, ingressando com ação de indenização contra o Estado. Somente dez anos depois, em 8 de agosto de 1934, o Tribunal de Justiça do Estado lhe deu ganho de causa, segundo registrou Dinorath do Valle.
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