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Pioneiros

P - São José do Rio Preto-SP, São José do Rio Preto-SP15 de junho de 2021Lele

Os mineiros Luiz Antonio da Silveira, Antonio Carvalho e Silva e Vicente Ferreira da Silva são considerados os primeiros povoadores da região onde surgiu a cidade de São José do Rio Preto. Eles tomaram posse de grandes extensões de terra onde hoje estão situados bairros como Boa Vista, Eldorado, Maceno e Santa Cruz, na região chamada de Sertão de Araraquara, formando, assim, as primeiras fazendas. Os três vieram do sul de Minas Gerais, por volta de 1845, em busca de boas terras para cultivo e criação e se aventuraram no chamado “sertão desconhecido”. Vieram pela Estrada Geral, que ligava São Paulo a Cuiabá, passando por Araraquara. Eles são os protagonistas da Lenda do Pássaro Azul e doadores dos terrenos para a formação dos patrimônios de São José, Nossa Senhora do Carmo e São Vicente Ferrer.
Antes deles, os irmãos Joaquim e José Gonçalves de Souza chegaram à região pelo rio Tietê, por volta de 1820, e formaram as fazendas Campo e Borá, na região onde está o município de José Bonifácio, fornecendo, mais tarde, alimentos e animais para as colônias militares instaladas pelo governo imperial perto dos saltos do Avanhandava e do Itapura. Foram os primeiros que desbravaram o território que deu origem ao bairro de São José do Rio Preto.
Registros históricos indicam que em 1831, Antonio Alves da Silva e sua mulher, Ana Felícia, tomaram posse de uma área de terras entre os córregos do Bálsamo e Barra Grande, e os rios Preto e Turvo, incluindo a cachoeira Dourada, atual Talhadão, localizada nas proximidades de Duplo Céu, atual município de Palestina. Eles venderam as terras em 26 de setembro de 1836 ao capitão João José Ribeiro por 400$000 (quatrocentos mil réis). Essa venda foi registrada em 5 de abril de 1837, em escritura lavrada no cartório de São Sebastião da Ventania, atual Alpinópolis – MG.
Mas foram Antonio Carvalho e Silva que doou o terreno entre o rio Preto e os córregos Canela e Borá para a formação do patrimônio de São José; seu filho Luiz Antonio da Silveira fez a doação de um terreno para Nossa Senhora do Carmo, onde hoje está localizado o bairro da Boa Vista; enquanto Vicente Ferreira Neto teria doado um terreno a São Vicente Ferrer, onde hoje estão os bairros da Santa Cruz e Bom Jesus (existem versões diferentes). Impressionados com a fertilidade da terra, os três mineiros teriam convencido parentes e amigos a migrarem para a região. Em menos de 10 anos, cerca de 150 famílias haviam ocupado um vasto território entre os rios Turvo e Tietê e ao longo dos rios Preto, São Domingos e São José dos Dourados.
Seis anos depois, em 1851, João Bernardino de Seixas Ribeiro construiu uma casa de pau-a-pique no espigão do rio Preto, entre os córregos Canela e Borá (próximo do atual cruzamento entre as ruas Tiradentes e Voluntários de São Paulo), em terreno doado a São José por Antonio Carvalho e Silva. No ano seguinte, em 19 de março, data convencionada tacitamente como o dia da fundação da cidade, ele teria reunido em volta de sua casa um grupo de pioneiros para solicitar do governo estadual a instalação de um cartório no bairro do Rio Preto, que começava a surgir. Os primeiros desbravadores sentiam-se isolados no sertão. Os dois centros urbanos mais próximos eram Jaboticabal e Araraquara. Esses moradores, espalhados por um grande território, enfrentaram as matas dessa parte do sertão paulista para a produção agrícola e a agropecuária de subsistência em suas terras férteis. A história da cidade de São José do Rio Preto inicia-se, portanto, com o desbravamento e a ocupação do solo dessa região, que até por volta de 1890 era indicada nos mapas oficiais como “sertão desconhecido” e povoada por índios caingangue e guarani.


Fonte:http://quemfazhistoria.com.br

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