
Recibo expedido a Porfírio Pimentel atesta a existência da Loja Firmeza a Vautier
Pedro Amaral e Ezequiel Guimarães Corrêa fundam, em 1 de abril de 1897, a Loja Maçônica Avanhandava, que em 1899, dois anos depois, passou a se chamar Firmeza a Vaultier. Essa loja começou a perder força após a morte do seu fundador, Pedro Amaral, que morreu em abril de 1907. Essa loja, com apoio da Loja Fé e Perseverança, de Jaboticabal, exerceu papel importante nos primeiros anos da emancipação política de São José do Rio Preto. Levado a Jaboticabal por Ezequiel Guimarães Corrêa e sob a proteção do coronel Juca Vaz, chefe político daquela cidade e líder maçom, Pedro Amaral foi iniciado, exaltado e elevado em uma única sessão da loja Fé e Perseverança. Foi este ato que permitiu que ele fundasse a Loja Avanhandava e, por meio dela, dominasse a política local. Fizeram parte da Avanhandava os intendentes (prefeitos) Luiz Francisco da Silva, Francisco Antonio Braga, Militão Polycarpo Ferreira, Emygdio de Oliveira Castro e Delmiro Corrêa (cinco dos seis primeiros intendentes rio-pretenses) e os vereadores Valêncio José Barboza e Porfírio Pimentel. Também foram membros da Avanhandava: Luiz Roncatti, major João Baptista França, coronel José Pedro do Nascimento, major José de Almeida Mesquita, José Felix da Silva, João Maceno, Juvêncio Maceno, engenheiros Antonio Caetano Fraga e Ugolino Ugolini, maestro José Severino do Amaral Salles, José Salles Filho, José Baptista da Silva, José Emerenciano da Silva, Francisco Crespo, Izidoro Exposito, Cypriano de Oliveira, Antonio Rocha, Francisco Zeferino do Carmo, Roberto Brandt, coronel Antonio Jacintho de Oliveira, José Barbosa da Silva, Antenor de Oliveira, Joaquim Baldoino da Silva, capitão Rufino de Oliveira Lopes, Mansueto Peschi, capitão João Gomyde, Frederico Bocchi, Francisco Ignácio de Oliveira, jornalista Benedicto Tavares de Oliveira, Joaquim Fernandez, Antonio do Amaral Salles, Galdino do Amaral Salles e Abílio Bevilan. Com a fundação da Loja Cosmos, com vários irmãos que saíram dos quadros da Avanhandava, surgiu um grande rivalidade entre as duas lojas e, Pedro Amaral, num gesto político, trocou o nome da Avanhandava para Firmeza a Vautier, prestando uma homenagem a Eduardo Valtier, um dos líderes da maçonaria paulista. Com o fechamento da Loja Firmeza a Vautier, a Cosmos absorveu seus bens, como uma terreno na Boa Vista, mas a maioria dos maçons da Vautier não aceitaram, se filiar na Cosmos e, em 1920, tentaram fundar uma nova loja com o nome de Amor, Justiça e Verdade, com o objetivo de reaver o patrimônio da Firmeza a Vautier, mas o GOB disse não e a nova loja não prosperou. Na verdade, a Cosmos havia aplicado o patrimônio da Vautier na fundação do Hospital de Caridade (Santa Casa).
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